20 julho 2010

Do cóccix até o pescoço

A brisa de inverno entrava pela fresta de uma das janelas. Era agosto e o Rio de Janeiro nem de longe parecia aquela cidade de temperaturas elevadas. Nos aquecíamos embaixo de cobertas no seu apartamento quarto e sala. Seus cachos loiros se esparramavam preguiçosos pela cama. E um delicioso aroma de primavera encontrava minha narina que repousava perto do seu cangote. Formávamos uma concha, nus, e, às vezes, minhas mãos passeavam despretensiosamente pela suas costas fazendo o caminho da coluna. Ia até o cóccix e voltava, tocando o pescoço…
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