26 agosto 2010

A verdade, meu pai, meu irmão

Em vão sigo, em vão fico, em vão sinto
Minto e sugiro verdades
Mas a verdade, meu pai, meu irmão
É uma velha cega, negra, pobre e manca andando de bengala
Com seu cão guia, que não guia,
Vira-lata, vira o lixo, mija o poste
Abana o rabo, pede carinho
Lambe ferida e qualquer desconhecido.
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