18 outubro 2010

Alicerce

Quando bate aquela solidão ele costuma ligar o computador para olhar algumas fotos de momentos preciosos que viveu. Geralmente começa revendo algumas da infância que digitalizou há pouco tempo. Depois passa para adolescência. Acaba caindo na risada sozinho lembrando das várias faces que já teve, dos diferentes tipos que já encarnou e das muitas vivências que fizeram com que se transformasse no que é hoje. Por fim chega nos dias atuais, na fase adulta. Olha algumas fotos dos meses recentes e pousa os olhos sobre os olhos dela. Uma das fotografias dos dois que ele mais gosta. Ela ainda sustentava uma cabeleira até quase a cintura. O peito aperta o coração e dói. E essa dor é a dor da saudade. Saudade do cheiro, da risada, da saliva pelo corpo. Saudade da poesia diária. Até das brigas bobas sente saudade. E das sérias relembra com certa gratidão, criou alicerces...
Comentários
1 Comentários

Um comentário:

  1. adoro rever fotos da infância. agora, há algumas, não da infância, que evito por um tempo... sei que vai doer. assim como música e cheiro, evito-os tbm. chamam fase do luto, a fase de lamber as feridas no limbo... e é melhor não instigar com olhos nos olhos, mesmo que estejam em fotos.


    bjs meus

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