09 outubro 2010

Soberana em meu reino

Em dias de rosto encharcado pelo suor da alma que derrama dos meus olhos
Busco-te incansavelmente
Na brisa fresca de verão
E no frio encolhido do inverno

Vejo você
Perdida no trânsito
Na vermelhidão do fim da tarde
Correndo pela rua para atravessar o sinal fechado
Segurando a saia
Florida, rendada
A dois palmos do pecado

E quando saboreio um croissant doce, Romeu e Julieta
Ou quando lembro de alguma história infantil, João e Maria
Penso em que percurso tomaríamos para encontrar nossa alegria
Grandiosa, imponente, com cheiro de especiaria

Faço de ti minha rainha
E serei teu rei,
Lutando com afinco e paixão
Contra qualquer infantaria, cavalaria ou artilharia
Que ousarem fazer de você algo menor
Que a soberana em meu reino.
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