03 dezembro 2010

Trancafiado

Achei umas poesias minhas antigas guardadas em um disco e vou posta-las por aqui. Muitas, como a "Trancafiado", eu nem lembrava de ter escrito e hoje é como se lesse algo de um outro, já que tenho que tentar interpreta-la novamente. Engraçado isso. Essa é do ano de 2001.

Trancafiado

Sozinho, mas não por opção
Apenas pelo simples acaso
Eu olho para os lados
E vejo que meus amigos todos estão
Em um álbum amarelo
Guardados em algum passado

Eu invento verdades
E delas faço neura da minha infinita criação
E na total verdade dos fatos
Me considero equivocado
E simplesmente não me importo, não choro
Faço da indiferença a arma dos fracos
Quando mais uma vez minto
Com ironica convicção
Que não me importo
Virando a cabeça, erguendo-a
Fingindo ser forte

Do ontem não me resta mais nada
Do amanhã sentirei apenas angustia
E uma confusão que ronda minha mente:
Exagecastica, neurosicótica, sobribebada
Que não farei questão de decifrar

Sozinho, mas não por opção
Apenas pelo simples acaso
Eu olho para os lados
E vejo que meus amigos todos estão
Em um album amarelo
Guardados em algum passado
Comentários
1 Comentários

Um comentário:

  1. alguins [muitos] amigos estão guardados em álbuns amarelos e meu coração vermelho.



    bjs, querido.

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