15 fevereiro 2011

O dia que conheci Roberto Frejat

O ano não lembro direito. Provavelmente entre 2001 e 2003. Show do Roberto Frejat na praia dos Cavaleiros em Macaé. Fui com o objetivo claro de entrar no Camarim e conhecer o líder daquela que considerava a melhor banda (depois dos Mutantes) de rock do Brasil. Sempre fui fissurado no som do Barão Vermelho. Estávamos eu e minha namorada da época. Eu não queria apenas conhecer Roberto Frejat (hoje tenho minhas dúvidas se em algum momento eu fui ao show para de fato conhece-lo), eu queria conhece-lo e entregar uma letra minha que eu a achava: “tudo a ver com aquele rockão do Barão Vermelho”. Só que tinha um detalhe, não era apenas a letra impressa no papel. Era a letra com uma carta escrita a mão. Naquela época o Barão Vermelho resolveu tirar umas férias e o Frejat resolveu lançar um disco solo e estava tocando em todas as rádios com uma música chamada Amor Pra Recomeçar (fazendo uma rápida pesquisa no google descobri que o disco é de 2001, provavelmente o ano do show em Macaé), mas tinha um detalhe: eu detestava a música! Tudo bem eu não gostar, achar que de repente se distanciou muito daquilo que ele cantava no Barão, mas eu não precisava ter falado isso pra ele, na carta, e daquela forma. Então imagine, alguém te entrega uma carta com uma letra (autoral) de  música falando ser seu fã, teoricamente querendo “compor” com você e na mesma carta diz que odiou sua carreira solo e sua música nova de trabalho. Eu lembro hoje e acho surreal e engraçado tamanha era minha falta de noção. Definitivamente me achava íntimo do Frejat: “Olha só Frejat, é o seguinte, tem essa letrinha aqui que escrevi pensando no Barão, coisa fina... mas na boa? Essa sua música de trabalho ta por fora, faz mais isso não veio, tu tem uma puta carreira!”. Eu só podia está em outro planeta. E o pior de tudo, conseguimos, minha namorada e eu, entrar no Camarim do Frejat. Praticamente só nós dois e uma outra moça que ficou tietando-o. Entreguei a bendita (ou maldita) carta – onde constava meu telefone, email e todos os dados necessários – e até hoje fico super curioso para saber a reação dele ao lê-la. Eu provavelmente falaria: “porra, que moleque escroto!”. Fico pensando também se não cheguei a mostrar o papel a ninguém. E o que mais me impressiona (caso eu tenha mostrado) foi ninguém ter me alertado para a total falta de noção. Queria te um De Lorean (carro do filme De Volta para o Futuro) para ensinar algumas coisinhas para aquele garoto de 17 anos... e da uns cascudos, claaaaaro!
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