27 agosto 2011

E de repente o mundo parou

E de repente o mundo parou. Juro que aconteceu. Foi meio abrupto mesmo. A terra parou de girar e houve um silêncio desolador. E houve um hiato entre o instante anterior e esse agora. Uma pausa. E então experimentei a solidão. Um escândalo só. E tropecei no vazio tão íntimo que já tinha me esquecido dele. E quando pisquei os olhos você não estava mais ali. E lembrei de um tempo bom. Do tempo dos amores possíveis, das juras. E você dizia que me amava. E eu dizia que te amava. E não existia arrependimentos. Apenas uma certeza cega, uma gratidão absurda por termos nos encontrado e de forma tão inusitada. E não existia medo apenas vontade... E vieram os natais, os aniversários, as surpresas fora de horário, as ligações diárias, as flores que emocionaram. E lembrei de quando busquei seu pé na calada da noite pela primeira vez para aquecer o meu. E de como você segurava minha mão enquanto dormíamos. E de como eu gostava de acordar antes só pra vigiar seu sono. E de tudo que achei que seria possível. E de como eu queria que você acreditasse novamente. Pois temos quase tudo do que é preciso, só nos falta coragem. E um pouco de fé de que está intacto, apenas guardado, pronto para de novo ser sentido, vivenciado, expelido, antes que o mundo pare novamente. E juro que aconteceu uma vez...

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Comentários
1 Comentários

Um comentário:

  1. "Uma fé enorme, em qualquer coisa, não importa o que."É SÓ ISSO....SÓ ISSO....mas é tão difícil, q ás vezes o meu mundo para tbm!seu texto é lindo!lindo!

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