04 agosto 2011

Mande beijos para Dora

Quero te dizer, baby
Que nunca esquecerei de você
E que assim seja...

Um poema de outrora
Uma rima com aurora
Mande beijos para Dora
(finge que esse é o nome de sua mãe)

Um dia a gente cola
E não desgruda nem por decreto

Mas meus cabelos caem
Minha pele seca
As rugas brotam
Envelheço na velocidade da queda
E é o chão que nunca surge
O concreto que não se revela
O segundo eterno
E o tempo é inimigo de minhas preces
(lembra o riso triste daqueles velhos)

E na distante (ou não) Minas Gerais
Enterrei meu coração de pedra
Hoje sou só emoção e saudades
Aquele que você sonhou
Nas solitárias tardes de inverno
Só que um pouco mais magro
Um pouco mais raso
Com bem menos discos e felicidade

Mas a vontade continua sendo uma só...
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